quarta-feira, 30 de junho de 2010

After a While - Veronica Shoffstall




Pessoas, mil perdões, esse texto não é de Shakespeare, é de Veronica Shoffstall, e se chama "After a While" (Depois de algum tempo)

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar".

Não preciso dizer mais nada.

Férias

Sabe, eu não entendo, esse semestre foi puxado, difícil, exigente, irritante, não acabava mais. Agora, faz 3 dias que me dei férias (por causa das aulas pra quem está de recuperação apenas) e não vejo a hora de voltar pra escola.

Pensa bem: eu acordo às 9hrs da manhã, geralmente estou sozinha porque meu irmão cismou de ir à escola, minha mãe voltou a trabalhar e bem, meu pai só fica em casa nos finais de semana. Então eu faço o que? Estudo piano que nem uma condenada. Não é ruim, pelo contrário, é bom porque tenho todo o tempo pra me dedicar e melhorar, mas tocar o dia todo não dá! E o que deveria ser desestressante se tornou mais estressante.

Bem, tenho tempo pra assistir quantos filmes quiser, ler quantos livros quiser (o que antes era meu passatempo predileto) e aprender quantas músicas quiser, mas quem disse que acho isso interessante? Férias eram pra que a pessoa pudesse utilizar o tempo pra fazer coisas que durante as aulas não pode (como viajar e perder 1 semana de aula - por exemplo), ou sair mais.

Ai ai.
Isso porque só foram 3 dias! TRÊS DIAS! Não vou ficar um mês vivendo de msn, orkut, internet e filmes, isso é pior do que não saber somar/subtrair (sem ofensa).

Ò.Ó

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poesia Matemática

Eu gosto muito de matemática, e um amigo parece ser fã também.
Recebi a poesia por e-mail e achei interessante colocá-la aqui.
Eu mudei a aparência do texto, mas não seu conteúdo.
Coloquei algumas vírgulas aqui e ali, mas nada que mexa no contexto da coisa.

O texto é de Millôr fernandes.

Poesia Matemática

Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida paralela à dela até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram(o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão, retas, curvas, círculos e linhas sinoidais nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E enfim resolveram se casar, constituir um lar; mais que um lar, uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos.
Foram felizes até aquele dia em que tudo vira, afinal, monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum. Freqüentador de círculos concêntricos, viciosos. Ofereceu a ela uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo, tanto chamado amoroso. Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade como, aliás, em qualquer sociedade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

If I were a rich man


Vou colocar a letra em inglês, apenas, porque estou com preguiça de traduzí-la.
Essa música é de Chaim Topol, e faz parte do musical "O violinista no telhado", ou Fiddler on the roof no original.

"Dear God, you made many, many poor people.
I realize, of course, that it's no shame to be poor.
But it's no great honor either!
So, what would have been so terrible if I had a small fortune?"

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man.

I'd build a big tall house with rooms by the dozen,
Right in the middle of the town.
A fine tin roof with real wooden floors below.
There would be one long staircase just going up,
And one even longer coming down,
And one more leading nowhere, just for show.

I'd fill my yard with chicks and turkeys and geese and ducks
For the town to see and hear.
(Insert)Squawking just as noisily as they can. (End Insert)
And each loud "cheep" and "swaqwk" and "honk" and "quack"
Would land like a trumpet on the ear,
As if to say "Here lives a wealthy man."

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man.

I see my wife, my Golde, looking like a rich man's wife
With a proper double-chin.
Supervising meals to her heart's delight.
I see her putting on airs and strutting like a peacock.
Oy, what a happy mood she's in.
Screaming at the servants, day and night.

The most important men in town would come to fawn on me!
They would ask me to advise them,
Like a Solomon the Wise.
"If you please, Reb Tevye..."
"Pardon me, Reb Tevye..."
Posing problems that would cross a rabbi's eyes!
And it won't make one bit of difference if i answer right or wrong.
When you're rich, they think you really know!

If I were rich, I'd have the time that I lack
To sit in the synagogue and pray.
And maybe have a seat by the Eastern wall.
And I'd discuss the holy books with the learned men, several hours every day.
That would be the sweetest thing of all.

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
(Delete)If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man. (End Delete)
(Insert) Lord who mad ethe lion and the lamb,
You decreed I should be what I am.
Would it spoil some vast eternal plan?
If I were a wealthy man.

Trânsito

Hey! Bem, tem esse livro da Cecília Meireles chamado Mar Absoluto/Retrato Natural, com umas coisa bem dramáticas. Mas tem um poema (provavelmente há outros) bem bacana que vou compartilhar com vocês.

Trânsito

Tal qual me vês,
há séculos em mim:
números, nomes, o lugar dos mundos
e o poder do sem fim.

Inútil perguntar
por palavras que disse
histórias vãs de circunstância,
coisas de desespero ou de meiguice.

(Mísera concessão,
no trajeto que faço:
postal de viagem, endereço efêmero,
álibi para a sombra do meu passo...)

Começo mais além:
onde isso tudo acaba, e é solidão.
Onde se abraçam terra e céu, caladamente,
e nada mais precisa explicação.


Aí minha pergunta.
Ela pensou nisso durante o trânsito - porque muitas reflexões surgem de engarrafamentos -? ou ela quis dizer o trânsito da vida? Com muito para fazer e muito impedimento? Ou ela quis dizer que, depois que o trânsito acaba, o que encontramos é a morte?

Porque ela retrata a morte, logo depois do fim do trânsito.

Então o trânsito é bom? O que podemos tirar de bom do trânsito?

Nossa, tem tantas perguntas e respostas que daria um bonito nó aqui.

Enfim, pensem nisso.

quinta-feira, 25 de março de 2010


Estou cursando o último do médio, para aqueles que não sabem.


E, bem, tem toda aquela história de, por ser o último ano:
- temos a chance de escolher aonde estaremos no ano que vem e, portanto, devemos nos esforçar para não ficar no mesmo lugar.
- temos de agir como adultos.
- temos de respeitar a coletividade.
- temos de saber, no caso do pessoal do meu colégio, que nós temos todas as oportunidades à nossa frente, só falta aproveitá-las.
- temos de permanecer em silêncio assim que o professor chega na sala.
- temos de saber nos comportar.

Pode parecer que eu acho toda essa história ridícula, e que nós ainda somos novos, e blábláblá, mas não, eu concordo com tudo isso.

Então porque eu coloquei tudo isso?

Primeiro, eu nunca tinha pensado no fator escolha. Para mim, ano que vem pertencia ao ano que vem, e eu não tinha de escolher nada, porque a escolha já estava feita.
Mas aí eu percebi que não é bem assim.

E, para muitos, ano que vem significa independência, não pelos 18 anos, mas porque muitos saem de casa, trabalham E pagam a própria faculdade.

Então ano que vem é sim uma prova de maturidade. Você deixa de ser dependente (o que não é totalmente verdade, mas não vem ao caso) e passa a viver do seu próprio esforço.

É muita responsabilidade. E continuará sendo, porque não teremos ninguém para resolver as coisas por nós.

NESSE sentido, eu tenho cometido um erro e tanto.

Para estar pronto, é preciso se preparar. E eu não estou fazendo isso.
Não consigo fazer isso.

UGH!!

Enfim, só queria colocar aqui porque eu não consigo falar isso para alguém sem ouvir um: "você já devia ter começado". Heh. O que não é bacana, porque a pessoa tem razão.

Tchau!

quarta-feira, 10 de março de 2010


Imagem fofa, neh? Não sei onde achei, mas não é minha.



Hey! Pessoas, eu estou tentando postar aqui há um tempo, mas a bateria o pc estava sempre no fim, e nunca dava para postar nada sem acabar com ela de uma vez.

Aí criei vergonha na cara e resolvi carregá-lo enquanto usava!

Então, eu tinha outra coisa para dizer, mas esqueci.

O texto da postagem anterior foi escrito por um motivo, claro. Não me referi à cegueira física, mas à cegueira... Moral? Social? Quando não vemos o que está bem à nossa frente. Mas o texto seria mais impactante, para mim, se eu tivesse postado no dia seguinte ou na mesma semana.

Poxa, ouvi umas coisas divertidas pelos professores hoje, mas eu acho que me distraí demais essa tarde e não me lembro das coisas boas. Só das broncas.

T_____T




Ah, vou sair, não tenho muito mais o que dizer.
Bye!