domingo, 21 de outubro de 2012

Racionalizando

Sabe quando você pensa em todas as possibilidades? Sabe quando você tem muitas alternativas e precisa escolher a melhor delas? A melhor maneira de escolher é sendo racional! Pondere suas necessidades com aquilo que é oferecido, considerando o seu contexto atual.

Mas não se pode ser racional quando se confia em Deus para que Ele norteie sua vida. Eu acredito que Ele vê além do agora, Ele sabe de todas as coisas, então é de se esperar que saiba qual a melhor decisão a ser tomada.

No entanto, é muito interessante pensar que, acreditando em Deus e fazendo escolhas baseadas naquilo que Ele diz, estamos sendo irracionais! Somos "sentimentais". E é interessante pensar que podemos ser racionais, sendo irracionais primeiro, sem errar!

Se você pensa com a cabeça, e não com o coração, sempre, se torna uma pessoa muito fria e calculista, mas se faz isso, depois de ter a direção de Deus, toma suas decisões com maior confiança e certeza. É difícil, sim, porque Deus não é como amigos tagarelas que não saem de perto. Deus é muito ocupado, e não tem todo o tempo do mundo para ficar nos mimando. Ás vezes queremos isso, mas precisamos esperar! E viver de acordo com a palavra, para que Ele possa ouvir quando orarmos.

Sejamos racionais sim, mas não teimosos, querendo fazer as coisas da nossa maneira. Se Deus quer o melhor para nós, não vai dar o pior. Se aquilo que você está vivendo não é da sua vontade, talvez seja a hora de você analisar melhor a situação e ver como seria se as coisas fossem de uma maneira diferente, mas você, por exemplo, conhecesse as mesmas pessoas e frequentasse os mesmos lugares.

Abra mão do controle, porque o seu, o meu, o nosso conhecimento é limitado! Só Deus para escolher o melhor, em definitivo! É menos estressante saber que sua vida está nas mãos daquele que sabe de tudo, não é?

Fiquem com Deus!



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Porque não estamos conversando, então vamos ouvir música.

Let's NOT talk

Já que isso é um blog. E falamos sobre coisas pessoais em nossos blogs. E desabafamos em nossos blogs. E fazemos o que quisermos em nossos blogs. Vamos não falar sobre nada.


Esses dias estava na aula e ouvi meu professor - que é super agitado e empolgado com aquilo que ensina e tem o costume de falar muitos "hããã" - fazer (ou falar) "Raawwr" bem baixinho. Como tenho um amigo com quem compartilho minhas brisas e com quem estudo, olhamos um para o outro e começamos a rir. Foi engraçado.


Cortei o cabelo recentemente. Cheguei na faculdade e, depois de mais de 3 horas de aula, um colega vira pra mim: "Mare, cortou o cabelo?" "Sim" "Ah, pensei que tivesse encolhido". Palmas, muitas palmas.


Fiz uma prova e dei uma resposta tão idiota que me pergunto se era eu quem realmente estava fazendo a prova. E o que aconteceu comigo. Isso há uns 2 anos. Não agora. Porque não começaram as provas ainda.


Tive a coragem de falar que o site Submarino tinha uma loja física. E que ficava no mar. É, vocês entenderam de que tipo de submarino estou falando.


Sabe, as pessoas tem o costume de pensar que... Ah, é, não vamos conversar. Nope. No. Bye.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ano de 2011


Descobri mais sobre mim mesma esse ano do que em qualquer outro. Tá certo que todo ano devia ser ano de descoberta, e que você devia aprender cada vez mais sobre você em relação a você mesmo e em relação aos outros. MAS, pra mim, esse ano foi diferente.

Faculdade, maior idade, amizade, paixão, limites, compromissos, medos, decisões. Tudo junto e misturado.

Eu acreditava cegamente de que a faculdade seria um extensão do ensino médio, com a diferença das matérias específicas. Apenas isso. Mas aprendi que não, que você tem apenas uma oportunidade de aprender aquilo, e aprender bem, porque é o seu futuro profissional que está em jogo, não suas notas ou sua obrigação com seus pais. Envolve você e você, apenas, porque, em tese, está fazendo algo que escolheu fazer pro resto da vida, a princípio, CLARO.

Então fiz 18 anos e, tá, é só uma idade, mas e daí? É mais importante que fazer 15, porque você muda em relação a leis. O que não podia te afetar, agora afeta. Agora você sofre as consequências de suas atitudes no convívio com os outros, na sociedade. E o fato de dirigir? Acredite, não facilita, porque é muito bom ter quem te leva e te busca, são eles (ou ele, ela) que vão enfrentar trânsito, motoristas ruins, pontos cegos... É legal poder falar: "agora eu posso, porque é só pegar o carro", chato é fazer isso, todos os dias.

Amizade. Putz, podia fazer um tópico ENORME sobre isso. Cada pessoa tem suas características próprias, seu modo de falar, de agir. Sim, clichê, mas ajuda se você não se esquecer disso. Um novo conhecido não é igual a seu velho amigo, nem nunca será, não são a mesma pessoa. Portanto, não faça as mesmas brincadeiras, ou aja da mesma maneira, as repercussões podem não ser boas. Além de que, você é um estranho para o outro, também, então ele(a) também não sabe como agir em relação a você. E lembre-se também que amigos não nascem em conversas de 1 dia, ou 1 mês, amigos levam tempo, você precisa de muita convivência para poder dizer "conheço aquele cara! É meu amigo!" e não estar mentindo. Esse ano pra mim, foi repleto de amizades novas. Selecionei quem queria que fizesse parte do meu convívio social, fiz testes (como escolher uma pessoa qualquer pra fazer parte de um grupo de trabalho), descobri novas coisas sobre mim, reafirmei outras e descobri que não é errado escolher, mesmo que seja uma escolha errada.

Hah, é muito interessante o que você pode descobrir sobre si mesmo falando/convivendo com os outros.

Paixão. Coisinha complicada que só te ferra. Bem, só me ferrou, se deu certo pra você, ÓTIMO, meus parabéns, fico muito feliz, de verdade. Tive algumas paixões, trocas de olhares, sem palavras. Muito interessante porque não se sabe o que o outro está pensando e você pode criar tuuudo na sua cabeça, do jeito que quiser. Só que aí surge o problema da idealização. Cuidado com a imagem que cria do outro porque ele pode (e vai) te decepcionar. Tive também uma experiência nova, nada agradável (não estou falando de sexo) que envolve tudo que já falei até agora sobre amigos e paixões. É, poucos dias não são suficientes para se conhecer alguém. Muito menos para se envolver com essa pessoa. NO ENTANTO, é muito bom se apaixonar. Olhar aquela pessoa e imaginar como daria certo, situações em que as coisas funcionariam e vocês fossem felizes. É tudo muito bom, dentro da sua cabeça.

Limites. Na primeira vez que for beber, não encha a cara. Você não conhece o limite de seu corpo e pode passar mal haha Nessas experiências todas desse ano descobri que minha paciência tem um limite, que as brincadeiras levadas a sério deixam de ser brincadeiras e o estrago já foi feito, descobri que sou muito insistente (novidade pra mim, de verdade) e que não gosto de grude, principalmente de pessoas recém-conhecidas. Outro clichê, acredito eu: quando algo é destruído, como a confiança, não existe recuperação disso. Não volta. Pelo menos não pra mim, e isso é bem interessante. Peculiar, eu diria.

Nesse ano, me comprometi com tantas coisas que descobri meu limite para cada uma delas. Inclusive, meus pais me ajudaram a não me comprometer ainda mais, já que curto abraçar o mundo com as mãos hahaha E ano que vem... Melhor, de agora em diante, vou começar a exercitar meu "não" e a fazer apenas aquilo que consigo dar conta. Hábito que achei que tivesse adquirido.

Prestei outra faculdade, e lá vem aquele super medo de não conseguir, e a ansiedade, a preocupação, a cabeça a mil... Clichê. Mas será que tudo que envolver prova e competição vai mexer tanto comigo dessa forma? Não é agradável, muito menos bom e não gostaria que mexesse.

E aí vem as decisões. Devo fazer outro curso? Se eu passar, como serão meus próximos anos? Caso tenha que abandonar uma faculdade, qual? Vou trabalhar? Quando? Onde? Faço isso ou aquilo outro? É tanta coisa pra decidir. Nesse caso, gosto de ter o controle sobre tudo, quero saber se poderei viajar, se terei $ para comprar isso ou aquilo. Mas não sou Deus e tenho que aprender a viver um dia de cada vez...

2011 foi uma bomba. Uma caixinha de surpresas. Um turbilhão de emoções. Esse ano foi uma salada. E espero muito que ano que vem também seja, porque preciso me descobrir, preciso aprender mais de mim para que possa aprender mais dos outros. E possa conviver bem, com todos.

Espero que o ano de vocês também tenha sido interessante. E espero que o próximo seja ainda mais.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

É interessante

É tão interessante como Deus te prepara para passar por certas fases.

Como Ele prepara amigos com quem compartilhar as coisas, como melhora a situação para você (porque Sua misericórdia é grande!) quando você não vigia e comete um erro. Como ele te salva das pessoas más e das que criam contenda. E como não te salva delas, para você aprender a vigiar e a ser um pouco mais prudente.

É interessante como as coisas são cíclicas - e como não deviam, porque se aconteceu de novo é porque você não aprendeu a lição - e como você quebra a cara várias vezes para não se esquecer de que nem sempre pode confiar em seu julgamento.

É interessante, e ironicamente triste, ver que, por mais que você acredite em algumas pessoas e, dessa forma, ache que o mundo pode ser um lugar melhor do que aparenta, a mesma pode se tornar contra você e aí... Aí é péssimo, porque quando alguém quer criar confusão, a pessoa consegue!

Mas sabe o que é ainda mais interessante? Você aprender com tudo isso e não deixar as coisas ficarem piores do que já são. Mesmo ganhando algumas cicatrizes, existe sempre alguém maravilhoso que não vai te deixar cair e que vai te ouvir, mesmo que você encha o saco e que você só fale com Ele quando precisar.

No meio de todas essas reviravoltas cíclicas, aprendi a duvidar de tudo, menos de Deus. O que não inclui, logicamente, os filhos (homens e mulheres) dEle.

Já entreguei tudo nas mãos dEle e não vou me preocupar. Agora, quer ouvir a Deus? É só estar sensível pra ouvir. O que é muito revelador. E interessante :D

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Itzhak Perlman - Massenet (Meditation from Thais)



Aquele momento em que você resolve seguir o caminho mais difícil, porque sabe que ele trará mais recompensas. Sabe que, quanto mais intimidade quiser ter com Ele, maior a luta, maiores as dificuldades.

Você sabe que é difícil. Sabe, porque se conhece, que provavelmente tentará desistir durante a caminhada. Mas a vontade que tem de chegar mais perto, de conhecer mais, de ter acesso direto e "instantâneo" é maior que tudo isso. Você sabe que sem todas essas coisas, a situação já é complicada, porque parece que falta algo, quando chegar lá, as coisas serão... Serão incríveis!

Nem sempre as aflições são ruins, nem sempre evitar o desastre é tão bom quanto enfrentá-lo, quanto sofrer e vencer.

Mas por outro lado, também sabe que a dificuldade maior não é atingir a meta, mas manter o que se alcançou. É sempre mais fácil você cair do que levantar, assim como é bem mais fácil você desanimar e ter que recomeçar, depois. Na verdade, nem isso, o recomeço nunca é fácil.

Aliás, o que, na vida, é fácil? Ah, sim, respirar. E nem isso, para algumas pessoas.

Postei no facebook esses dias que "com Jesus, pode cair o mundo que estou em paz". E estou/estarei mesmo, porque Ele está comigo, e porque sei dos meus possíveis fins.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Na minha cabeça

Ouvi uma frase muito interessante hoje, tanto que surgiu ideias muito boas na cabeça:
"Por que o autor preferiu escrever sobre uma fantasia de amor?
R.: Porque na cabeça das pessoas tudo tem um final feliz, não existem complicações; já na vida real, o amor dói"
Mas, calma ae, não vou escrever sobre o drama do amor, vou escrever sobre o amor platônico!!


Ahh, o vi hoje. Ele estava tão bonito, tão simples. Estava tão característico a ele mesmo.
Quando ele me viu, sorriu, não um sorriso forçado, mas um sorriso completo, seus olhos sorriram também! Não cheguei perto dele, porque as pessoas estavam olhando, mas não esperava que ele viesse falar comigo, muito menos que dissesse que sentiu minha falta. O mais interessante foi que pareceu natural, como se aquilo sempre acontecesse, como se fosse sempre acontecer.

Fui embora feliz, tive uma noite feliz, e o outro dia foi feliz. Não ouvi nada que comprometesse o que sentia por ele, muito menos pensei coisas do gênero, deixei de lado as preocupações e as incertezas para inundar meus pensamentos com a lembrança da sua voz e do seu abraço. Jesus, sou eu que na verdade sinto falta dele!

Então nos vimos mais uma vez, e o senti distante, como se tivesse dito algo muito ruim a ele, ou como se ele, não sei por qual motivo, percebesse que perde seu tempo comigo. Mas criei coragem e perguntei o que houve. "Nada, está tudo bem". Mas soube que não. A transparência dele é grande e é fácil descobrir quando as coisas não estão bem. Mas ele é livre para esconder as coisas, assim como é livre para dizê-las.

Embora não seja livre da preocupação, ou do medo. Muito menos de minha característica intrínseca que é a curiosidade (ou o medo de ter feito besteira). Esperei e insisti. A resposta é inesperada, mas aliviadora. "A vida... Muitas coisas...". A réplica é ousada, mas necessária. "Estarei aqui, para o que você precisar".

Ele disse que precisava de mim. Não sabia o que dizer, e chorei. Não tenho o costume de chorar, não sei se chorei de felicidade ou se foi a expectativa de ouvir algo ruim. Ele me abraçou. Não sei se era eu, ou se ele, ou nós, mas foi uma emoção intensa que senti, quase como se "we were meant to be" (fôssemos feitos um para o outro).

Você segurou minha mão, e sei que, naquele momento, estar com você "pro que der e vier" era o melhor lugar em que podia ficar. E é onde ficarei.


Como li no facebook, hoje cedo: "Quer lealdade? Compre um cachorro. Quer romance? Compre um livro". Acrescento: "Quer romance? Invente-o, mas lembre-se de que é tudo na sua cabeça".