quinta-feira, 1 de julho de 2010

Semana do amigo (aqui)

Amigos



Para falar de amigo, é preciso falar de confiança. Mas confiança é um assunto delicado, porque cedo aprende-se que é preciso confiar, mesmo decepcionando-se com alguns e prometendo-se a si mesmo (em vão) que nunca mais iremos confiar em alguém.

Não é possível ter amigos se não soubermos confiar. E não adianta dizer que não, porque as pessoas sempre magoaram umas as outras, conscientemente ou não. E nós também magoamos a outros. Traímos. Então não deve-se exigir demais quando nós mesmos fazemos o que não gostaríamos que fizessem a nós.

Então, voltando aos amigos. Eu podia muito bem jogar "amigos" no google e colocar um texto aqui, mas prefiro minhas próprias reflexões sobre o assunto.

Dizem que só valorizamos algo quando o perdemos. Às vezes só damos valor a um amigo (uma amiga) quando ele (ela) se vai. Nesse ponto, o outro ditado: "Despeça-se das pessoas queridas com amor, pois nunca sabemos do dia de amanhã" é totalmente válido e deve ser aplicado.

Amigos são importantes por quê? Por que eles são preciosos?

Quando alguém se importa com a gente, a ponto de perguntar: "tudo bem?" ou de dizer "se você precisar de qualquer coisa, qualquer coisa, pode contar comigo", então esse é um dos indícios de amizade, nem que seja o começo (em que nós vemos se vai adiante ou não).

Amizade vai além de compartilhar segredos, também compartilhamos besteiras, idiotices, micos, erros, brigas. Cada momento com um amigo, nem que seja apenas sentar e ficar um do lado do outro, é precioso.

Bem, amigos não compartilham apenas lágrimas, mas também risos. E ser amigo não é apenas ouvir enquanto o outro chora, mas chorar junto, sentir a tristeza do outro. E rir das besteiras, sem criticar o outro por ser idiota (ou criticar e aceitar quando nos criticam também - afinal, chumbo trocado não dói).

Todos precisam de amigos, todos. E sempre haverá um, SEMPRE, que nos suportará como somos, e gostará de nós. E às vezes nos conhecerá melhor que nós mesmos.

Ahhh, vou apelar pro google, portanto preparem-se para os próximos posts.

"A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades - Millôr Fernandes"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

After a While - Veronica Shoffstall




Pessoas, mil perdões, esse texto não é de Shakespeare, é de Veronica Shoffstall, e se chama "After a While" (Depois de algum tempo)

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar".

Não preciso dizer mais nada.

Férias

Sabe, eu não entendo, esse semestre foi puxado, difícil, exigente, irritante, não acabava mais. Agora, faz 3 dias que me dei férias (por causa das aulas pra quem está de recuperação apenas) e não vejo a hora de voltar pra escola.

Pensa bem: eu acordo às 9hrs da manhã, geralmente estou sozinha porque meu irmão cismou de ir à escola, minha mãe voltou a trabalhar e bem, meu pai só fica em casa nos finais de semana. Então eu faço o que? Estudo piano que nem uma condenada. Não é ruim, pelo contrário, é bom porque tenho todo o tempo pra me dedicar e melhorar, mas tocar o dia todo não dá! E o que deveria ser desestressante se tornou mais estressante.

Bem, tenho tempo pra assistir quantos filmes quiser, ler quantos livros quiser (o que antes era meu passatempo predileto) e aprender quantas músicas quiser, mas quem disse que acho isso interessante? Férias eram pra que a pessoa pudesse utilizar o tempo pra fazer coisas que durante as aulas não pode (como viajar e perder 1 semana de aula - por exemplo), ou sair mais.

Ai ai.
Isso porque só foram 3 dias! TRÊS DIAS! Não vou ficar um mês vivendo de msn, orkut, internet e filmes, isso é pior do que não saber somar/subtrair (sem ofensa).

Ò.Ó

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poesia Matemática

Eu gosto muito de matemática, e um amigo parece ser fã também.
Recebi a poesia por e-mail e achei interessante colocá-la aqui.
Eu mudei a aparência do texto, mas não seu conteúdo.
Coloquei algumas vírgulas aqui e ali, mas nada que mexa no contexto da coisa.

O texto é de Millôr fernandes.

Poesia Matemática

Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida paralela à dela até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram(o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão, retas, curvas, círculos e linhas sinoidais nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do Universo Finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E enfim resolveram se casar, constituir um lar; mais que um lar, uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos.
Foram felizes até aquele dia em que tudo vira, afinal, monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum. Freqüentador de círculos concêntricos, viciosos. Ofereceu a ela uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo, tanto chamado amoroso. Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade e tudo que era espúrio passou a ser moralidade como, aliás, em qualquer sociedade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

If I were a rich man


Vou colocar a letra em inglês, apenas, porque estou com preguiça de traduzí-la.
Essa música é de Chaim Topol, e faz parte do musical "O violinista no telhado", ou Fiddler on the roof no original.

"Dear God, you made many, many poor people.
I realize, of course, that it's no shame to be poor.
But it's no great honor either!
So, what would have been so terrible if I had a small fortune?"

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man.

I'd build a big tall house with rooms by the dozen,
Right in the middle of the town.
A fine tin roof with real wooden floors below.
There would be one long staircase just going up,
And one even longer coming down,
And one more leading nowhere, just for show.

I'd fill my yard with chicks and turkeys and geese and ducks
For the town to see and hear.
(Insert)Squawking just as noisily as they can. (End Insert)
And each loud "cheep" and "swaqwk" and "honk" and "quack"
Would land like a trumpet on the ear,
As if to say "Here lives a wealthy man."

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man.

I see my wife, my Golde, looking like a rich man's wife
With a proper double-chin.
Supervising meals to her heart's delight.
I see her putting on airs and strutting like a peacock.
Oy, what a happy mood she's in.
Screaming at the servants, day and night.

The most important men in town would come to fawn on me!
They would ask me to advise them,
Like a Solomon the Wise.
"If you please, Reb Tevye..."
"Pardon me, Reb Tevye..."
Posing problems that would cross a rabbi's eyes!
And it won't make one bit of difference if i answer right or wrong.
When you're rich, they think you really know!

If I were rich, I'd have the time that I lack
To sit in the synagogue and pray.
And maybe have a seat by the Eastern wall.
And I'd discuss the holy books with the learned men, several hours every day.
That would be the sweetest thing of all.

If I were a rich man,
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
All day long I'd biddy biddy bum.
If I were a wealthy man.
I wouldn't have to work hard.
Ya ha deedle deedle, bubba bubba deedle deedle dum.
(Delete)If I were a biddy biddy rich,
Yidle-diddle-didle-didle man. (End Delete)
(Insert) Lord who mad ethe lion and the lamb,
You decreed I should be what I am.
Would it spoil some vast eternal plan?
If I were a wealthy man.

Trânsito

Hey! Bem, tem esse livro da Cecília Meireles chamado Mar Absoluto/Retrato Natural, com umas coisa bem dramáticas. Mas tem um poema (provavelmente há outros) bem bacana que vou compartilhar com vocês.

Trânsito

Tal qual me vês,
há séculos em mim:
números, nomes, o lugar dos mundos
e o poder do sem fim.

Inútil perguntar
por palavras que disse
histórias vãs de circunstância,
coisas de desespero ou de meiguice.

(Mísera concessão,
no trajeto que faço:
postal de viagem, endereço efêmero,
álibi para a sombra do meu passo...)

Começo mais além:
onde isso tudo acaba, e é solidão.
Onde se abraçam terra e céu, caladamente,
e nada mais precisa explicação.


Aí minha pergunta.
Ela pensou nisso durante o trânsito - porque muitas reflexões surgem de engarrafamentos -? ou ela quis dizer o trânsito da vida? Com muito para fazer e muito impedimento? Ou ela quis dizer que, depois que o trânsito acaba, o que encontramos é a morte?

Porque ela retrata a morte, logo depois do fim do trânsito.

Então o trânsito é bom? O que podemos tirar de bom do trânsito?

Nossa, tem tantas perguntas e respostas que daria um bonito nó aqui.

Enfim, pensem nisso.