quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Roube


Roube de mim um beijo, mas roube com desejo, roube com paixão. Roube o meu pranto e depois com teu encanto, toque minhas mãos. Roube-me um verso, deixe-me disperso; não me roube em vão.

Roube um segundo, me roube do mundo, seja meu sol, meu verão. Roube os espaços, roube até os passos que entre nós estão. Roube-me um olhar, pois não há de me matar se nosso beijo nos for são.

Roube-me uma noite, que o vento me açoite por, à tristeza, me negar. Roube minha voz, me chame de "nós" e castigue a solidão.

Roube uma lágrima, que ferve como magma e pelos olhos tem vazão. Roybe um sorriso, roube sem aviso, sem ter permissão. Roube de mim o que quiser; só peço, se puder, que me guarde no coração.

A. Haffik. S. Romero.

domingo, 22 de agosto de 2010

Deus é grande


"Quão grande é o meu Deus
Cantarei quão grande é o meu Deus
e todos hão de ver quão grande é o meu Deus!!"

Soraya Moraes - Quão grande é meu Deus


Ok, agora posso editar a postagem, bonitinho e colocar tudo que tem direito.

Bem, todos sabem (pelo post anterior) a minha situação. Eu conversei com meus pais e eles me falaram umas coisas que fizeram muito sentido. Por exemplo, quando as coisas estão ruins é que Deus te carrega no colo, são nesses momentos que devemos buscá-lo, porque é assim que ficamos preparados para aquilo que virá em seguida (eu fiquei com medo dessa parte, mas eles explicaram que não era no sentido ruim, mas no sentido bom, como se para tudo melhorar, tivesse de piorar antes). E aí eu resolvi ir à Igreja (tava bem ausente). Foi uma benção! A palavra de Deus falou comigo, sério, e digamos que recebi um direcionamento. A tristeza se foi, a situação está bem melhor, mas admito que aquela desconfiança permanece.
Sabe o que vou fazer? Acreditar nos dois. Vou mesmo, assim quem sabe um dia uma dessas pessoas se revela, ou whatever. Mas vou parar de colocar a verdade em jogo, e se tiverem brincando comigo e eu estiver sido usada, hah, eu não posso dizer que só fui prejudicada, porque não foi o que houve, nem nunca será. Todos nós tiramos um pouquinho dos outros, conscientemente, ou não.

Acho que tá bom.


Agora, problemas à parte, que vontade que estou de estudar biologia! #ironia --' Muita coisa pra lembrar. Até a próxima.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Meus sentimentos

Pqp, eu estou muito muito muito triste.

Eu sinto que perdi o controle da minha vida em todos os sentidos, parece que eu estou vivendo no automático e perdendo o meu tempo aqui. Sabe, nesses momentos eu quero me isolar e viver longe de tudo e de todos, porque parece que eu sinto inveja de todo mundo. Acredito que só agora eu entendo como as pessoas me veem quando estou muito feliz.

Sabe, o sentimento é aquele de querer ser melhor em tudo pra não ter dificuldade em conseguir o que quer, e que se dane aquela frase: "mas e o gostinho da recompensa do esforço?". Ah, vai se ferrar, tem tanta gente que se mata de dedicação e não chega em lugar nenhum, e se acontecer isso comigo?

Além de que tá sendo difícil confiar nas pessoas. P****, como vou confiar nos outros se não consigo nem confiar em mim mesma? Ou amar, se não amo a mim mesma? ARHHHH, além de que é tenso ouvir duas versões de uma mesma história, principalmente se elas forem completamente diferentes e se as duas fontes são pessoas de quem se gosta.

Para aqueles que não sabem, eu quebrei meu dedo, a porcaria da ponta da PONTA do dedo anelar (ou anular, o português é minha última preocupação no momento) da mão esquerda. Nossa, isso acabou comigo. Pra maioria das pessoas, a mão esquerda não é muito útil, mas pra mim é, oras!! Eu deveria estar estudando pro vestibular de música, mas e agora? Sabe, eu entendo que talvez isso tenha aberto oportunidade para que eu me dedique à matemática (não vou entrar em detalhes), mas depois de um conflito familiar, eu já não sei mais nada do que quero fazer, e parece que tudo que decido/encontro motivação/resolvo me empenhar, acaba, quebra, dá errado.

Eu sinceramente tô com uma vontade louca de morrer. Sérião, dormir e não acordar mais, ser esmagada por um carro ou levar um tiro na cabeça que aí já era. Mas isso é fugir e... Ahhh, dane-se isso também, eu tenho todo o direito de querer fugir.

Estou com uma dificuldade danada de deixar tudo nas mãos de Deus, mas quanto mais tento mudar, pior fica. Eu sinceramente não sei mais o que fazer.

A Variante (outro texto)

"Costumava fazer sempre aquele trabalho. Era desgastante e exaustivo, mas eu gostava. As crianças me olhavam com expectativa, esperando a história que contaria a elas, tinha de ser uma diferente cada vez que ia lá, às vezes elas eram felizes com finais felizes, às vezes eram tristes com finais felizes, eu procurava sempre variar.

Uma vez comecei a contar a história da raposa que se apaixonou pelo passarinho, e logo no começo uma mãozinha se levantou e me dirigiu uma pergunta muito intrigante:

- Tia, como um animal se apaixona por outro de outra espécie?

Eu pensei em algo que fizesse sentido.

- Olha, eu acho que eles, num dia qualquer, se olharam e se enxergaram. Talvez eles nunca se notaram como algo diferente de "comida".

- Sim, tia, mas como uma coisa se apaixona por outra totalmente diferente dela.

- Ahh, eu não sei. Acredito que a paixão é algo divino, algo que não precise ser explicado; é algo que se sente, não se entende. Mas às vezes as diferenças é que podem unir dois seres, apesar de tudo; se for um sentimento verdadeiro, não importa o quão diferente eles sejam, ficarão juntos, não importa a distância ou qualquer outro fator.."


Acho que isso, Nina, explica a paixão dos dois.
Talvez precise ir além, mas não consigo fazer muito mais.
Já coloquei sua parte, Xu *-*

domingo, 15 de agosto de 2010

Frase do dia

Seja atencioso e cuidadoso com o que sai da sua boca, pois são com essas palavras que você cria sua realidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Variante

Antes de tudo, quero dizer que essa história faz parte de uma outra.
Minha amiga, Marina, escreveu uma história SUPER, que contava a história dele, e eu tive essa super inspiração da história dela. Pessoas, é tudo sinistro, então não esperem algo muito... bonito ou romântico.



"Domingo a noite. Termino de tocar a peça para piano que tanto gosto. Está escuro e silencioso. Da janela não se vê uma pessoa andando. É tarde, mas não o suficiente para que a maioria das pessoas fiquem em casa.

A única iluminação é a da lamparina em frente ao parque. As árvores que de dia brilham e iluminam o cenário do bairro agora se projetam fantasmagoricamente. O vento balança seus galhos e a luz da Lua de repente ilumina tudo. Um arrepio percorre meu corpo. O número de árvores parece ter triplicado, e os bancos definitivamente estavam ali horas atrás.

Olho pra cima e percebo a Lua acima de tudo isso. As nuvens carregadas logo a escondem e tudo se torna escuro novamente.

O medo se apodera do meu ser. Algo estala à minha frente e posso sentir uma presença em casa. É pesado, quase como se estivesse atrás de mim, mas do fraco reflexo da janela não consigo ver nada.

Não me mexo, continuo de braços cruzados. Sei que meu coração está batendo com tanta intensidade que acredito ser possível ouví-lo de longe. Se alguém ou algo me procura, definitivamente pode me ouvir.

A respiração se torna pesada e tento tirar a atenção do invisível e me focar no que posso ver. Luz. Claro, a luz pode me ajudar. Mas onde fica o interruptor? É perto daqui? E se ele estiver mais perto ainda?

Olho para fora, mas a luz da Lua não ajuda. No meio das árvores posso ver alguém. Posso ver sua face e descrever suas roupas, mas tenho medo do que está aqui dentro, que não pode sair, do que aquilo que está fora, que não pode entrar.

Então meus olhos encontram com o dele. Sei disso pelo que senti. Meu corpo passa a formigar de uma maneira diferente, quase como se o outro tivesse me tocando. Meu coração bate ainda mais forte e uma das minhas mãos passa a mexer no pescoço, como se tivesse doendo e eu precisasse relaxar.

Porém nada adianta, nada adianta.

A presença agora é mais forte e sei que me toca, se apodera de mim, mas não vejo nada, não há nada físico aqui. O que me parecem ser mãos deslizam pelo meu abdomen, numa carícia sensual. Estou petrificada, mas não consigo me mexer.

O outro ainda me olha, dessa vez caminhando lentamente, quase como se estivesse com tanto medo quanto eu. Mas uma de suas mãos agora é visível e ela se estende pra mim, descendo logo em seguida, até parar. Então também pára.

A presença agora mexe embaixo de meus seios, me provocando, enquanto a outra mão avança abaixo do meu ventre, parando entre minhas coxas.

O outro agora está embaixo da lamparina, e posso vê-lo tirar o casaco e acenar com a cabeça para a presença e então a mão que estava parada aperta com intensidade a região que me dá prazer, movimentando circularmente, enquanto a outra mão aperta meus seio esquerdo. Sinto uma pressão na minha nuca, mas não sei o que é, as sensações são fortes, e o raciocínio se foi.

Fecho meus olhos e abro meus lábios, pendendo a cabeça para trás. Agora sinto algo físico. Mãos, têm duas mãos na minha cintura e posso sentir a respiração de alguém em meu rosto. Não abro os olhos, não quero ver. Sei que o outro e a presença eram um, mas não sei explicar. Então eles beijam meu pescoço, abaixando as tiras da minha regata, e eu tiro, tiro toda a minha roupa e me entrego àquele estranho.

Foi tudo tão intenso que só me lembro dos formigamentos, das ondas de calor e do prazer imenso.

Está escuro, mas não é mais noite. Abro os olhos para vê-lo sair. Ele me deixa um rosa branca. Mas sei que deixou mais. Sei que agora está dentro de mim."


UI. Espero que você goste Nina.

domingo, 8 de agosto de 2010

Lembranças e reflexos do passado




"Pensando na duração da vida e nas oportunidades que as pessoas deixam passar, lembrei de todas as vezes que descobedeci uma ordem do meu pai, que magoei minha mãe, que menti para ambos só pela sensação de mostrar aos meus colegas (aqueles que achei que fossem meus amigos) que podia fazer o que quisesse, que quem mandava na minha vida era eu.


Lembro-me de todas as vezes que meus pais diziam: vamos à igreja? E eu inventava a desculpa de que estava cansada demais e que ficaria em casa, dormindo.
Lembro-me do vazio. E das alegrias passageiras.
Lembro-me do nada, que achava que era tudo o que queria. E certamente não era o que eu precisava.

Lembro-me vagamente dos estudos, porque quando tento lembrar como era (meus pais dizem que chegava em casa e fazia todas as tarefas, estudava, era o que gostava de fazer) estudar, não consigo. Na verdade, a lembrança me seria muito útil agora, mas quem disse que tem que ser fáci?
"Tende bom ânimo, eu venci o mundo"
De fato, espero poder passar logo essa fase e alcançar tudo que me foi prometido.
"Você não consegue imaginar o que Deus tem preparado pra você".
Eu rio disso, porque se não consigo imaginar, então eu acho que será muito inusitado. Muito.
Não é uma crítica, é uma reflexão.
Não consigo imaginar minha vida sem Deus, agora. Antes eu queria viver por mim só, só que é muito difícil tentar controlar tudo. E impossível conseguir.

Como coloquei de mensagem pessoal no messenger: Deus preenche o vazio do nosso coração. E hoje eu posso afirmar isso com toda a certeza do mundo, com todas as forças do meu ser.
E, gente, depois que você começa a verdadeiramente adorar a Deus, você se torna dependente, e não no sentido perjorativo, porque ser dependente de Deus é maravilhoso. Você não vai sofrer por se "alimentar" dEle, nem ter de procurar para encontrá-lo. Tudo que eu aprendi a fazer foi abrir minha boca e dizer o que sinto, e pedir o que eu quero, mas colocando nas mãos dEle, porque Ele sabe o que eu preciso e sabe do dia do amanhã. Estou vivendo o hoje, o "agora", mas o amanhã só cabe a Deus.

Lembro-me de valorizar demais as pessoas e aquilo que elas diziam. Como se fosse muito muito importante. Como fui tola e criança. Mas não fico brava ou triste, fico feliz. Afinal, tudo que passamos serve de aprendizado. Como disse a uma amiga, seu passado, com dores, tristezas, alegrias e idiotices, te tornou quem é hoje.
Não me venham com essa de que você nasce formado, de que você "nasce algo"; você aprende a ser, através dos pais, daquilo que vimos, sentimos e da bendita sociedade.

Voltando às lembranças, cada traição de uma amiga, cada sorriso maldoso, malicioso, cada comentário, persiste. Consigo lembrar a expressão de seus rostos quando me humilhavam, e lembro-me do peso do silêncio ao virarem as costas. Lembro-me de se acharem superior por serem mais magras e, por consequente, mais bonitas.
E lembro dessa definição, porque foi com os olhares que aprendi que é assim que as pessoas pensam. Bobas. Namorem com um bonitão sem conteúdo. O que sinceramente vai ser? Sexo? O relacionamento é baseado em divisão, divisão de segredos, de medos, da vida. Tudo o que acontece no dia a dia.

Lembro-me das brigas e sermões dos meus pais. E das trapalhadas com meu irmão. A família faz toda a diferença. Não trocaria um amigo por meu pai ou mãe (agora percebo que não faz o mínimo sentido).
Você pode mostrar que toma suas próprias decisões em coisas simples da vida, como ir ou não a uma festa, fazer ou não a tarefa. Essas coisas seus pais não podem decidir por você. Mas tem o fato, muito relevante, de que eles tomaram algumas decisões e já arcaram com as consequências e muitas coisas ruins eles não querem que nós passemos.
Não vou entrar na discussão do "bom e ruim" porque isso é complexo.

Mas sabe do que eu mais me lembro? Dos sorrisos das pessoas.
Eu ouvi algo muito interessante de uma mulher chamada Silmara. Ela disse que as pessoas gritam não por causa do que somos ou fazemos, mas por causa do que elas estão sentindo. Então se você for brigar comigo, não é por mim, mas por você mesmo.
Isso faz muita diferença. Claro que não é por esse motivo que vou fazer o que quiser e que se danem os sentimentos dos outros, mas vou parar de me preocupar tanto com o quanto devo me restringir em relação a mim mesma. Devo ser eu mesma quando falo com outros ou o que eles querem que eu seja?
Afinal, o que as pessoas querem de nós?

O sorriso mostra que elas tem sentimentos; bons. E que elas tem um lado "humano" por assim dizer.

Gente, todos temos nossos momentos reflexivos.
Eu ia procurar um daqueles textos lindos e bacanas que as vezes achamos quando estamos pesquisando um trabalho pra escola, mas eu queria algo mais pessoal e que não fosse imitação.
Com certeza poderia sair mais coisa daqui, mas eu acho que é suficiente.

Coloquei uma árvore como imagem porque é uma comparação à vida. Você planta a semente, rega, ela cresce, fica grande e bonita, então chega a Primavera, e ela floresce, o Outono, e as folhas caem, o Inverno e ela fica seca, e no Verão começa a florescer novamente e o ciclo repete. A vida é feita de altos e baixos e o que vale é vivê-la. Se tá difícil, lembre-se que tem um Deus que sabe de todas as coisas e que está sempre de ouvidos atentos, mesmo que pareça difícil ouvir sua resposta, se está fácil, fique grato, não desejando mais, porque muitos gostariam de estar no seu lugar."